sábado, fevereiro 11

Brokeback Mountain


Muito bom. Intenso. Excelente performance de Jake Gyllenhaal e Heath Ledger.

Este filme deita por terra aquele conceito de Cowboy-não-homosexual e Gay-não-macho.

Mas deixo a seguinte pergunta no ar: para quando poder-se ver num cinema português uma cena homosexual sem se ouvirem risotas no público?

Recomendo vivamente.

7 comentários:

Anónimo disse...

Faz-se bom cinema em Portugal, pena é que algumas mentalidades tenham parado no século passado. É preciso um querer muito forte para derrubar todos os preconceitos.... Um abraço

Cátia disse...

Também quero muito ver este filme. Em relação às mentalidades não há nada a fazer, só esperar mais alguns anos, os tais que estamos atrasados em relação ao resto da Europa. em Portugal perde-se muito tempo a criticar a vida dos outros e pouco a tenter perceber os outros. Enfim... um dia a mentalidade há-de mudar.

Abel disse...

O que é que se passa contigo, meu?!

Abel disse...

Ó meu amigo, não havia nexexidade
Eu não tenho nada a ver com isso... Respeito as opções sexuais de cada um, mas acho que o filme (ainda não o vi) não passa de publicidade directa, agressiva e desnecessária ao lobby gay. Eu que sou heterossexual não faço publicidade às façanhas másculas. Acho que é uma questão de bom senso... E o bom senso deve imperar nas relações sociais entre os hetero e os homo. Nada me move contra a dita fauna. Mas, esta questão é muito, muito delicada. De minoria oprimida, violentada e reprimida, vão passar para minoria opressora, violentadora dos direitos dos outros e repressora. Tudo isto porque, o gay que é gay e que vive feliz não precisa de publicidade, não precisa de uma máquina de propaganda tão forte e eficaz como o cinema americano, não precisa de espírito de solidariedade para as suas opções.
Os que usam esses mecanismos para imporem o seu raciocínio e o seu modo de vida contra-natura à sociedade em que se inserem não passam de bichonas desvairadas e com uma necessidade exponencial de afirmação.
Os gays, que em primeiro lugar se respeitam a si mesmo, merecem o meu respeito.
A bicheza merece, simplesmente, o desprezo.

Ric Jo disse...

Abel, eu tb os respeito. Admito que me faz alguma confusão ver dois homens ao vivo a beijarem-se. Mas tb me faz às vezes confusão ver um casal heterossexual a fazê-lo.... ;) E admito que tenho reservas quanto à possibilidade de um casal homossexual poder adoptar uma criança, mas quanto ao cassamento, estou todo a favor.
O director do filme em qustão (Ang Lee), que eu saiba, não é homossexual nem defensor público/defensor de algum movimento assumido de tal "comunidade", portanto não creio que o objectivo dele fosse a propaganda, mas antes o de provocar reacções numa sociedade tão conservadora como é a dos E.U.A em geral e do Texas em particular. E conseguiu-o.

Concordo que quanto mais falamos dos direitos dos homessexuais, mais diferentes estamos a tratá-los. A melhor maneira de os aceitarmos é de uma maneira normal, tal qual aceitamos os restantes heterosexuais. Fazer da homossexualidade muito alarido é precisamente fazer o contrário de aceitá-los tal como são e de viver em comunidade com eles sem qualquer espécie de diferença. Pheeeeeewwww....!

Elvira disse...

Adorei! Um filme excelente, sensível...

cvarao disse...

completamente.. em pleno séc XXI é ridículo... "perconceituice" (para enfatizar "perconceito") parva...