Ora aí está um belo serão para o próximo domingo, a partir das 22h. O canal Hollywood vai exibir um grande filme: Snatch. Apenas tive a oportunidade de ver este filme uma única vez, precisamente na altura em que ele esteve em exibição nos cinemas. Entrei à toa sem saber o que esperar e saí absolutamente saciado e deliciado. Desde então passou directamente a uns dos meus filmes favoritos e uma das minhas sessões de cinema mais marcantes, dado o efeito 'in your face' que inesperadamente me provocou. Finalmente terei a oportunidade de o rever. Só espero que não me aconteça o mesmo que me acontece actualmente quando revejo esses grandes desenhos animados da minha infância, em que acabo por ficar desiludido com a sua verdadeira qualidade. Espero que este filme não tenha sido apenas fruto da (tenra) idade da altura. Cheira-me que não é.
Finalmente alguém de dentro e com estatuto decide abrir a boca em relação a tudo que envolve o departamento de informação da RTP e uma suposta relação dúbia desta com o Governo, para além de mexidas no mínimo muito manhosas nos últimos meses na redacção daquela estação. Com esta entrevista à Pública, José Rodrigues dos Santos, figura que particularmente nem aprecio muito, acusa o Governo de interferir na informação da RTP. Verdade ou não, este episódio deveria ser aproveitado para se debater esclarecedora e publicamente toda a relação do Governo com a RTP (concorrência desleal provocada pela atribuição de fundos do Governo à RTP, mesmo tendo esta as suas próprias receitas de publicidade, por exemplo) e desta com os seus funcionários (como a colocação da jornalista Cecília Carmo em funções de menor responsabilidade - foi recambiada para o programa Antena Aberta na RTPN, devida a uma suposta quebra de lealdade - ou a retirada de Carlos Daniel da locução dos jogos da Selecção Nacional, por criticar nestes algumas escolhas de Scolari). Seguem-se "procedimentos legais" por parte da RTP. Será que vamos ter em breve o JRS a apresentar o caderno diário na RTP 2?
Isto não se faz. A última coisa que precisava era a introdução de um canal interessante na grelha do pacote clássico da TV Cabo. As minhas horas à frente do pequeno ecrã subiram exponencialmente nestas últimas semanas. Tá mal.
No dia em que possamos ordenar a programação dos canais genéricos nacionais à nossa maneira (à imagem do TiVo), podendo passar para o horário nobre tudo o que passa de madrugada, por exemplo, teremos dos melhores canais generalistas (em sinal aberto) do mundo. Isto apesar de eu ver muito pouca TV actualmente (precisamente por estar a dormir de madrugada e não me interessar pelo que passa a horas normais). Só de passar os olhos pelos destaques da programação feita por alguns jornais e os respectivos horários de exibição, cheira-me...
But who needs terrestrial tv anyway, when we've got on line tv?
Não sou espectador da série, nem estou a pôr em causa a sua qualidade. Mas no último domingo fui "obrigado" a ver os episódios que passaram na RTP 1. E essa visualização originou uma dúvida da minha parte. A questão é a seguinte: se o nome da série é Prison Break, e dado que eles já fugiram da prisão, a série não deveria já ter acabado?!
Não sendo espectador habitual de novelas (nem pouco mais ou menos), enquanto ontem alguém por casa via a novela onde a Maria Rueff participa actualmente (não sei o nome, apenas o canal: SIC), dei uma vista de olhos à TV, surpreendido pelo participação dela na dita novela. Não porque ela nunca o tivesse feito anteriormente, mas apenas porque me habituei a vê-la em programas com conotações cómicas. E tanto é, que precisamente nas cenas onde a Maria apareceu, e embora eu não estivesse a par da contextualização da sua personagem, não pude deixar de sentir que a prestação dela me parecia demasiada forçada e pouco credível enquanto personagem dramática. Não estou a pôr em causa as qualidades da Maria Rueff enquanto actriz (cujas prestações em muitos sketches do Herman e do Programa da Maria eram brilhantes). Apenas tive aquela sensação devido ao facto de o simples sorriso dela ou até alguns tiques da sua personagem na novela estarem demasiado coladas aos demais tiques e sorrisos que ela espalhou pelo pequeno ecrã em milhares de horas de risos à fartura, enquanto encarnava variadíssimas personagens cómicas. São as consequências que um actor sofre ao colar-se demasiado a um só género. Arrisca-se a nunca conseguir libertar-se daquele estigma. Dificilmente é levado a sério.
... lembrei-me um anúncio que é transversal a tantas gerações e que eu ainda apanhei aquando da minha chegada ao rectângulo à beira mar plantado. Quem não se lembra do jingle da Regisconta, que nunca nos saiu da cabeça: "Aquela Máquina!"? Lol
É apenas mais um capítulo nesta relação de ódio que a maioria do povo Português tem com a TV Cabo. Pelo menos falo por mim.
Desta vez, a TV Cabo não chegou a acordo com a SIC para a continuidade do único Canal de Humor que temos em Portugal, na sua grelha, a partir de 1 de Janeiro de 2007. Sendo assim, o canal passará a estar apenas disponível nas grelhas da TV Tel e Cabovisão.
Não é que o canal seja algo de extraordinário, mas a possibilidade de se ver séries como Seinfeld, Cheers, Frasier, Conan O'Brien e Allo Allo todos os dias, é bastante diminuta em Portugal. E no contexto actual do pacote Clássico de canais da TV Cabo, dir-se-à que a perda é mesmo bastante relevante.
Parece-me muito bem, esta série que estreia hoje n'a: dois, às 23.15h. Dos mesmos criadores da fabulosa série, The Office, pessoalmente, as expetativas são muito elevadas. A ver.